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O Pedestre no Brasil e no Mundo

Pedro Lessa, ativista em favor da causa do pedestre, está desenvolvendo um projeto pioneiro de grande repercussão: Educação Urbana. Leia mais a respeito disso

O Pedestre no Brasil e no Mundo

Haja Obstáculos

 

Dois Vídeos Mostram Educação Urbana nas Escolas Públicas da Cidade do Rio de Janeiro.

 

A mais relevante missão das prefeituras no campo do urbanismo e do controle das edificações é propor ações que propiciem um ambiente urbano mais harmonioso em suas respectivas cidades. A municipalidade tem como tarefa importante, senão a maior,  transformar em propostas concretas os desejos que a população exprime de ter uma cidade mais humana, mais organizada e mais justa. Para que os diferentes segmentos da população possam se engajar nos temas propostos e colaborar, o poder público precisa desenvolver e disseminar meios de conversa - falar e ouvir -  com a população, em linguagem fácil e direta.

 

Com o objetivo de atender essa necessidade a Secretaria Municipal de Urbanismo vem desenvolvendo - ainda que em formato piloto – na cidade do Rio de Janeiro, um Programa de Educação Urbana direcionado para a área de arquitetura e de urbanismo. No futuro, esse programa deverá operar projetos específicos voltados para diferentes públicos e classes sociais.

 

Entre esses, é o Projeto Educação Urbana nas Escolas, resultante de parceria entre as Secretarias Municipais de Urbanismo e Educação, o que está mais desenvolvido. Voltado para crianças que habitam áreas carentes, já beneficiou, em 4 anos, 450 alunos de 13 escolas cariocas. Em 2005, recebeu destaque na premiação do IAB-RJ. Em 2009, novas escolas serão contempladas.

 

Para se conhecer esse Projeto, além de reportagens em publicações impressas e na internet, foram produzidos dois vídeos que apresentam uma visão abrangente que permitem avaliar-se os benefícios que ele proporciona aos estudantes. São eles: Vídeo 2005 com 5 minutos de duração e Vídeo 2008 com 3 minutos de duração. Ambos podem ser acessados no seguinte endereço: http://www.youtube.com/watch?v=zg01cGeyas4 

Outras informações sobre a Educação Urbana da SMU-PCRJ podem ser obtidas em edurbana.smu@pcrj.rj.gov.br . 

                                                                            Pedro Lessa   plessa@domain.com.br

                                                   

                                               Estatísticas sobre Acidentes de Trânsito no Brasil

Em www.denatran.gov.br encontram-se estatísticas relativas ao período 1.999-2005, aparecendo, em 2005, lado a lado, os dados do DENATRAN e os do Ministério da Saúde, apurados pelo Sistema de Informações sobre Mortalidade-SIM. A diferença entre eles é muito maior do que se esperaria pelo fato dos dados do DENATRAN considerarem somente os mortos no local. Por exemplo, na Cidade de Curitiba, registra-se pelo DENATRAN um número de mortos no local como tendo sido 91, e pelo Ministério da Saúde, 431, ou seja, quase cinco vezes mais. Também em Maceió, a diferença é notável: 36 pelo DENATRAN e 191 pelo Ministério de Saúde. Portanto, mais de cinco vezes. Na Cidade de São Paulo os dados do DENATRAN são praticamente iguais: 1505 e 1534, ou seja, a diferença é de 2%. É estranho o caso do Rio de Janeiro, em que os mortos no local registrados pelo DENATRAN são 818 e pelo Ministério da Saúde, quase metade disso: 448. O total para o Brasil, em 2005, foi estimado pelo DENATRAN em 25.427 e pelo Ministério da Saúde, em 34.381, ou seja, 35,2% a mais.

Nessa situação é difícil se ter uma idéia clara dos resultados de diferentes medidas e ações visando a reduzir os mortos e feridos no trânsito, em que pedestres atropelados constituem uma parcela significativa. As 6.303 mortes por atropelamento no País, registradas pelo DENATRAN, num total de 25.427 mortos, correspondem a, aproximadamente, 25% do total. Se aplicada essa porcentagem ao total maior registrado pelo Ministério da Saúde, esse número cresceria para 8.522. Se usarmos esses dados como referências de um intervalo, podemos afirmar que o número de mortes em atropelamento no Brasil varia entre 6.303 e 8.522. Um número muito alto para nossa população e frota de veículos. Os EUA, com uma população bem maior que a nossa - 300 milhões e 180 milhões, respectivamente, - e frota mais de cinco vezes a brasileira, registra menos de 5.000 pedestres mortos em atropelamentos, correspondendo a, aproximadamente, 10% do total de mortes.